Saiba mais sobre a vacina da gripe 2017

A vacina da gripe (influenza) está disponível no Brasil em clínicas privadas de vacinação desde final de março e pelo Ministério da Saúde à partir de 17/04/2017.

A composição da vacina contra gripe de 2017 traz pela primeira vez desde 2010, uma nova cepa do vírus Influenza A/H1N1. Isso ocorreu porque foi constatado que o vírus sofreu alterações genéticas no último ano.

O vírus da gripe sofre mutações frequentes com o passar dos anos. Essas mudanças podem ser menores ou maiores e determina qual será o impacto da presença do vírus na população. Quando as mudanças são mais significativas, o vírus se depara com uma população desprotegida do ponto de vista imunológico para esse novo contato podendo desencadear epidemias com maior número de casos ou possibilidade de doença com apresentação mais grave.

Por conta disto, anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um estudo de quais cepas do vírus da gripe mais circularam no Hemisfério Norte e Sul e através dos resultados obtidos fazem uma previsão de quais serão os vírus Influenza que deverão circular no inverno de ambas as regiões.

Baseado nessa informação, a Anvisa determina qual deve ser a composição da vacina daquele ano, informação usada pelos laboratórios que produzem a vacina no Brasil. O processo de desenvolvimento da vacina é complexo e leva, em média, 6 meses.

Seguindo a resolução da Anvisa publicada no Diário Oficial da União, a vacina de Influenza trivalente de 2017 deverá conter os seguintes vírus:

  • Influenza A (H1N1), subtipo Michigan/45/2015
  • Influenza A (H3N2), subtipo Hong Kong/4801/2014
  • Influenza B, subtipo Brisbane/60/2008

A vacina trivalente será a fornecida pelo Ministério da Saúde na campanha para os grupos prioritários. De 2016 para 2017, a única mudança da composição da vacina contra gripe será a cepa do vírus Influenza A (H1N1), os demais permanecerão iguais.

Como em anos anteriores, teremos disponíveis nas clínicas privadas de vacinação, a vacina tetravalente para gripe que contém além das três cepas da vacina trivalente, o vírus Influenza B, subtipo Phuket/3073/2013. Existem dois fabricantes das vacinas tetravalentes para gripe, uma destinada a pacientes maiores de 6 meses de idade e outra para maiores de 3 anos.

A vacinação é indicada para toda população, porém como a produção mundial da vacina é limitada, devido a complexidade do processo, ela é fornecida pelo Ministério da Saúde apenas para os grupos prioritários, ou seja, pessoas que possuem alta vulnerabilidade de adoecimento ou de evolução mais grave da doença. O restante da população pode ser vacinado em clínicas privadas ou nas campanhas realizadas por empresas para funcionários e suas famílias por exemplo.

As pessoas devem ser vacinadas todos os anos, isso porque mesmo quando não há mudança na composição da vacina, a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses, reduzindo o grau de proteção e com o passar dos meses o paciente se torna desprotegido novamente.

Os grupos prioritários vacinados pelo governo, com a vacina trivalente são:

  • crianças de 6 meses a 5 anos,
  • gestantes,
  • puérperas até 45 dias pós parto,
  • idosos,
  • profissionais da saúde,
  • povos indígenas
  • pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade,
  • pessoas privadas de liberdade,
  • professores das redes pública e privada de ensino – incluídos no grupo prioritário esse ano.

Importante salientar, que mesmo quem estiver dentro dos grupos prioritários, se desejar ampliar a sua proteção e receber a vacina tetravalente, poderá procurar uma clínica privada e proceder a vacinação.

A vacina aplicada na gestante é uma medida de extrema importância não apenas para proteção da gestante, que tem maior risco de adoecimento e complicações, mas também para proteção do bebê, já que a aplicação da dose na gravidez proporciona a transferência dos anticorpos da mãe para o feto pela placenta, oferecendo proteção ao bebê desde seu nascimento. Bebês que nascem prematuros tem prejuízo desse recebimento de anticorpos, já que a transferência máxima destes ocorrem nas últimas semanas de gestação. Como os bebês podem participar das campanhas apenas após os 6 meses de idade, a proteção fornecida pela gestante desempenha papel muito importante nessa população mais susceptível. Além disso, uma mãe protegida não oferecerá risco de trazer o vírus para próximo do bebê, já que não adoecerá. Seguindo esse mesmo raciocínio, todos familiares que tem contato próximo com o bebê obtém com a vacinação, não apenas o benefício de sua própria proteção, mas também a possibilidade de proteção indireta para o bebê.

Por isso, vamos todos nos vacinar contra gripe!!!!

Na dúvida, procure seu médico para orientação.

Imagem:www.google.com.br

Daniela Vinhas Bertolini - CRM 85228

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